INTRODUÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 O esquema acima descreve os pilares básicos para a fundamentação teórica no campo da Educação, imprescindíveis para a elaboração de ambientes educacionais que possam contribuir efetivamente para o crescimento cultural da comunidade acadêmica, que dele faz parte efetiva.

Discutir EaD atualmente, implica em pensar como Perraton (1981), que já enfatizava a função da Educação como libertadora, trazendo dessa forma, luz para ambientes que abordam a  EaD com solidez e compromisso durante o processo de aprendizagem.

O presente trabalho tem a finalidade de discutir um pouco mais sobre a visão da EaD e suas implicações dentro de um contexto social do Brasil e do estado, não esquecendo da questão multicultural que envolve esse processo tão desafiante de proporcionar conhecimento mediatizado através de novas tecnologias.

Conseguir manter a identidade dos alunos em um mundo virtual é um grande desafio que merece muito estudo e uma série de discussões necessárias para o aprimoramento deste modo de disseminação da educação sem fronteiras. 

 
DESENVOLVIMENTO

 

Os ambientes de Educação Virtual devem ir além da simples troca de mensagens, ou o que é pior: fazer do professor uma verdadeira máquina Skinneriana, pura e simplesmente, que está do outro lado da linha ou tela sendo sufocado por uma enxurrada de respostas recebidas de seus alunos, de perguntas elaboradas por ele mesmo.

É preciso ir além!

O Professor Especialista e/ou o Orientador Acadêmico podem problematizar situações justamente para instigar seus alunos que estão num contexto multicultural que deve ser levado em consideração, para que os mesmos façam parte da solução e através da troca de experiências busquem caminhos alternativos para a resolução dos problemas.

Mas é importante salientar que a Educação a Distância não caminha sozinha, é preciso algo mais. Veja o trecho o citado retirado de uma entrevista com o Prof. Ismar de Oliveira, Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da USP, que tratava da visão da idéia de como a Educação a Distância se encontra com o conceito de Educomunicação:

Educação a Distância está relacionada principalmente a uma mediação tecnológica. Aqui é a Internet; o governo federal prevê o fax, telefone. O problema é sempre o que se quer. E-learning, E-training não nos absorvem porque não acreditamos que exista uma educação a distância, mas apenas uma mediação tecnológica. A educação é “motivada” a distância. Se o aluno não ler, fizer exercícios, não adiantará nada. Às vezes, aprende apenas a mentir.

(SOARES, 2004, p.10)

 

 

Dentro desse foco é possível observar muitas vezes, um forte interesse dos jovens estudantes por situações que despertem prazer sem ligação com o compromisso, tais como uso de bate-papo e ambientes para simples consultas sem muita relevância técnica ou teórica.

Despertar nessas pessoas o real interesse pelo aprendizado é um grande desafio, principalmente quando a distância é um fator a ser considerado.

Então como estabelecer esse elo de ligação com o aluno, partindo do princípio que a instituição que propõe um curso a distância, emprega todos os aspectos fundamentais para o estabelecimento da cultura num ambiente educacional quanto suas bases gnoseológicas, epistemológicas, axiológicas e políticas? O que está faltando?

Motivação?

Partindo do ponto de vista pedagógico e didático, a motivação é o processo de incentivo destinado a desencadear impulsos no interior do indivíduo a fim de impulsioná-lo, a querer participar das atividades escolares oferecidas pelo professor (NERICI, 1987). Este conceito cria um grau de reflexão maior, porque o professor, em verdade não motiva o aluno para a sua aula, apenas o incentiva para a mesma. Motivação é interior e incentivação é exterior (NERICI, 1987) e ambas convergem para o mesmo objetivo que é despertar o indivíduo psicologicamente para algo, neste caso, o prazer pelo estudo mesmo que a distância.  

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Mesmo que no Brasil, seja possível citar exemplos de programas de EaD que tiveram “falência múltipla de órgãos”, por falta de incentivo, investimento apropriado, desqualificação dos recursos tecnológicos e materiais didáticos utilizados ao longo do tempo, é de finalidade precípua salientar que a EaD é viável e a exemplo de outros países pode ser a solução para espalhar de forma adequada a semente da educação na sociedade brasileira.

As iniciativas de implantação de cursos a distância, devem partir das unidades formadoras de verdadeiros cidadãos: escolas e universidades, que devem sempre buscar novas alternativas de ensino, de estímulo constante para professores e alunos e sempre empunhar a bandeira dos que acreditam que a educação acontece, onde quer que você esteja.   


REFERÊNCIAS

NÉRICI, G. I. Didática Geral Dinâmica. São Paulo: Atlas, 1987.

PERRATON, H. Uma teoria de la Educación a Distancia. Perspectives, v. 11, n.1, p.14-27, 1981.

PRETI, O. Fundamentos e políticas em educação a distância/ Oreste Preti. Curitiba: IBPEX, 2002.

SOARES, O. I. Formando educomunicadores: professores iniciam capacitação com Escola de Comunicações e Artes da USP. Revista de Educação e Informática. São Paulo, n. 16, out. 2002.